Vitamina D: Deficiência é comum, mas o excesso também pode ser perigoso.

A vitamina D tem ganhado destaque nos últimos anos, tanto por sua importância em diversas funções do organismo quanto pela alta prevalência de deficiência na população mundial. No entanto, assim como a falta desse nutriente traz riscos à saúde, o uso indiscriminado de suplementos também pode causar sérios problemas.

 

Segundo um artigo publicado pela The Conversation, entender esse equilíbrio é fundamental para garantir benefícios reais e seguros.


 

A importância da vitamina D

Desde a descoberta de sua estrutura química em 1930, a vitamina D vem sendo estudada por seu papel essencial na saúde óssea, metabolismo do cálcio e fortalecimento do sistema imunológico. Pesquisas recentes associam sua deficiência a doenças crônicas, como obesidade, diabetes tipo 2, problemas cardiovasculares e até piores desfechos em infecções respiratórias, incluindo a COVID-19.


 

Uma deficiência crescente

 

Os dados são alarmantes:

 

  • 40% da população europeia não atinge os níveis adequados.

  • Nos EUA, a taxa é de 24%, enquanto no Canadá chega a 37%.

 

Os grupos mais vulneráveis incluem gestantes, crianças, idosos, pessoas obesas, indivíduos com pele mais escura e aqueles com pouca exposição solar.

 

A síntese natural pelo corpo depende da exposição ao sol, mas fatores como idade, estação do ano, latitude e uso de protetor solar influenciam diretamente. Especialistas recomendam exposição diária moderada (15 a 30 minutos), sempre com proteção adequada.

 

Na alimentação, boas fontes incluem peixes gordurosos (salmão, truta), laticínios integrais, margarinas e bebidas vegetais fortificadas.


 

E os suplementos?

 

A dosagem de vitamina D no sangue é feita pela análise da 25(OH)D, sendo considerados ideais:

 

  • Acima de 20 ng/mL para a população em geral.

  • Acima de 30 ng/mL para idosos e pessoas com doenças ósseas.

 

Quando os níveis estão abaixo de 12 ng/mL, há deficiência grave.

 

O uso de suplementos pode ser recomendado, mas não deve ser indiscriminado. Estudos mostram que doses entre 1.000 e 2.000 UI/dia não trazem benefícios significativos para indivíduos saudáveis. Já pessoas com deficiência comprovada podem, sim, se beneficiar, principalmente em casos de doenças respiratórias.


 

O risco do excesso

 

A hipervitaminose D ocorre quando os níveis ultrapassam 100 ng/mL, geralmente pelo consumo exagerado de suplementos. Isso pode levar a hipercalcemia, causando náusea, fadiga, fraqueza, desidratação, problemas renais e até fraturas.

Nos EUA, casos de intoxicação por suplementação cresceram expressivamente nos últimos anos, muitas vezes devido a erros de dosagem ou consumo acidental por crianças.


 

Equilíbrio e prudência

 

A vitamina D é essencial, mas não deve ser vista como uma “supervitamina”. Sua suplementação precisa ser baseada em avaliação médica, exames laboratoriais e recomendações personalizadas.

 

Na Ekobé, acreditamos que a inovação em nutracêuticos deve caminhar lado a lado com a segurança e a ciência. Como indústria de terceirização de suplementos e cosméticos, estamos atentos às pesquisas mais recentes para desenvolver produtos que ofereçam resultados eficazes e responsáveis.


 

Referência

Este artigo foi adaptado a partir de: The Conversation – “Vitamin D deficiency is widespread – but overusing supplements can also be dangerous”.



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